domingo, 10 de dezembro de 2017

Presente... JAMBEIRO DO PARÁ

Presente... JAMBEIRO DO PARÁ

Sábado. 09/12/2017. Um comentário em foto de Bia Hetzel seguido de uma conversa com Angela Leite sobre o espetáculo do tapete vermelho que o Jambeiro em flor proporciona, me motivaram a escrever este post sobre o Jambeiro do Pará. Pesquisa e memória...

Meus primeiros contatos com essas árvores aconteceram em meados da década de 1960,  na casa de meus avós maternos Branca e João, no bairro de Campo Grande, em Recife. No quintal, havia um pé de cada variedade: vermelho (Jambo do Pará, como conhecido em Pernambuco), rosa e branco (cujos frutos formam cachos).

Era uma fruta muito apreciada. Comprada nas feiras livres. O hábito de ser tirada de quintais de residências e praças, arborizadas com frutíferas, também. No Cemitério de Santo Amaro, um dos maiores do Recife, havia muitos jambeiros vermelhos o que causava um certo receio da procedência ao ser comprado em tabuleiros nas ruas. Seria jambo do cemitério? Jambre, como muitos o chamavam.

O doce ou geleia é gostoso, azedinho. Lembra o sabor da geleia de tomate. Minha madrinha Getrudes fazia algumas delícias que agradavam ao paladar e aos olhos.

Estou com um Jambeiro do Pará crescendo no quintal, desde 2014, cuja mudinha foi comprada em Gravatá/PE. Deve ter uns três metros já. Está tentando a sua primeira floração. O chão ficou sombreado de vermelho e contei umas vinte florzinhas, que caíram quase todas. Ficaram umas cinco, que foram virando um fruto. Hoje de manhã só visualizei UM, que torço pra que cresça.

A copa do Jambeiro do Pará é triangular. Uma linda árvore de Natal!!! Fiz umas fotos para ilustrar a conversa no facebook e, surpresa, são dois jambos crescendo!!! Mas quantos não conseguiram crescer. Enchi a mão de toquinhos no chão. Devolvi ao pé do tronco do Jambeiro do Pará, de volta como adubo.


Uma das primeiras fotos do Jambeiro do Pará. Em 2014.

Flores do Jambo do Pará. Em 2017.

"Tapete" das flores do Jambeiro. Em 2017.

Toquinhos das flores caídas antes de frutificar. Em 2017.

segunda-feira, 27 de novembro de 2017

LAVANDEIRA

LAVANDEIRA
Thelma Regina Siqueira Linhares

Lavanderia
linda e mansinha,
com graça,
parece dar boa tarde!
em tarde 
de segunda-feira
mas poderia ser em qualquer feira...
pois que todo dia
é mais uma visão linda
em Olinda.

(Olinda, 27/11/2017)

terça-feira, 14 de novembro de 2017

saiu no face... Triunfo / PE

saiu no face... Amanhecer em Triunfo/PE. 14.11.2016.




Em 2016 passei uns dias em Triunfo/PE, no Sertão, com Edvaldo através de uma excursão organizada por Joana Arruda. No grupo, estavam Célia, Cecília, Raquel e Edite. Havia outras colegas do CAP e familiares. A cidade fica a 1.010 metros de altitude e quase 400 km de distância do Recife. Ficamos no Otellin Triunph. Achei a cidade bem acolhedora. Destaco a presença de antigos casarões e casas centenárias, bem conservadas. Havia no passado, competição para a fachada de casa mais bonita e que hoje, felizmente, são protegidas. Estava quente, sem o friozinho esperado, o que de certa forma frustrou... Conhecemos pontos turísticos tradicionais: Açude João Barbosa Sitônio e o Teleférico do Sesc, Cine Teatro Guarani, Museu do Cangaço, Pico do Papagaio, Cacimba de João Neco, Engenho São Pedro e Cachaçaria Triumpho, entre outros. Triunfo, o Oásis do Sertão, é ótima opção para conhecer Pernambuco.

Açude João Barbosa Sitônio e o Teleférico do Sesc
                                                                             


Engenho São Pedro e Cachaçaria Triumpho
                                 
 Museu do Cangaço
Pico do Papagaio
                                                                                                       
flamboyants exuberantes e pedras



Otellin Triunph

sábado, 28 de outubro de 2017

Sonoridade



Sonoridade 
Thelma Regina Siqueira Linhares 

para ouvir pássaros 
há de se plantar... 
e abrir gaiolas!!! 

(Olinda/PE. 28.10.2017)

quinta-feira, 13 de julho de 2017

Eu também



(em resposta a um poema de Peter O'Sagae publicado em seu facebook)


Também tenho medo.

Dó do que já foi.
Saudade do que não é.
Cumplicidade com o que nunca será.

Utopias.
Sonhos.
Realidades.

Só sei e como gostaria que não fosse...
Que só poesia fosse. 

Por isso, também, tenho medo.


(Olinda/PE 13.07.2017)




quinta-feira, 29 de junho de 2017

Luas


LUAS
Thelma Regina Siqueira Linhares

Por décadas
sabedora das luas pelo calendário
não compartilhar, hoje, impossível.

Olinda/PE, 08.06.2017

Publicado, originalmente, no facebook.


sexta-feira, 14 de abril de 2017

Simples assim

Simples assim
Thelma Regina Siqueira Linhares

Bioluminescência
Iluminando
A noite, a vida, o sonho
Vagalume
Em quase abril
Simples assim.


Publicado no facebook em 01.04.2017