sábado, 24 de junho de 2023

Outros São João

Mais um São João. São João de 2023, entendido como pós-pandêmico Covid-19 e muito festejado nos Estados nordestinos, onde o Ciclo Junino reina absoluto. Na madrugada da véspera para o dia, entre um sono e outro, motivada pelo som da vizinhança e dos fogos para desassossego de Mel e Roque, aconcegados em casa, comecei a lembrar de outros São João. Na infância, a lembrança da fogueira e de fogos são mais claras. Vulcões soltados por Papai Nami, estrelinhhas e traques de massa para nós duas, Edna e eu. Um passeio especial, com tio Lula e toda a família, que a menina traumatizada rejeitou... Na adolescência, a quadrilha matuta tradicional, foi ensaiada no Colégio e dançada com um dos meninos mais feiinhhos... Tinha as adivinhações, especialmente, no dia de Santo Antônio. Com Mamãe Ivanice, Edna Maria e Dinha íamos para Campo Grande, casa das tias Beta, Nida e Dulce. Comidas típicas estavam no cardápio, mas nunca assistíamos as quadrilhas do bairro. Demoravam muito e pegar táxi era complicado. Daquele tempo, teve um São João no Clube Português. Nos jogos típicos das festas de interior, trocamos uma latinha de cerveja, por um pintinho. Pipoco, seu nome, ficou uma semana no apartamento do Espinheiro. Dinha o levou para a casa de Dulce, sua irmã. Lá Pipoco passou a ser chamado de Pipoca. São João se renova nos figurinos da matutinha Sthella e dos matutinhos Rodrigo e Raimundo Júnior, quase sempre resistentes às fotos, ainda, analógicas. Numa fase em que as crianças se sentem empreendedoras e com tino de comerciantes, Edvaldo fez uma "rifa" (caixinha enfeitada) de fogos. As vendas não aconteceram e os três brincaram com toda a mercadoria. Ano passado, foi a vez de Benjamin, Yann, Giulia e Nick vivenciarem os festejos juninos nordestinos. Estrelinhas e traques de massa foram os fogos da hora. E coube ao Raimundo Júnior apresentar a exuberância do Vulcão. As crianças curtiram. Nosso São João se resume, basicamente, à culinária que se estende pelo ano inteiro. Bolo de Macaxeira, de Milho, Pé de Moleque. Cuscuz. Xerém. Canjica. Pamoonha. Milho Assado e Milho Cozido. Edvaldo e eu gostamos muito desses sabores. Mais sonolenta, percebo que os fogos começaram a rarear. Lembrei de Manuel Bandeira e seu poema "Profundamente". Ficou a vontade de escrever.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2023

Porque tudo se renova

PORQUE TUDO SE RENOVA Thelma Regina Siqueira Linhares Terminando hoje o Ciclo Natalino, 2022/2023. Tempo de celebração à Vida e de Gratidão. Nossa Família reunida. Esperanças de Esperançar!

sexta-feira, 25 de novembro de 2022

Buscando Belezura Hoje: RESILIÊNCIA


Buscando belezura hoje. Resistência. Recomeço. Resiliência. Aprendizagens e exercícios necessários a partir de experiências dolorosas.

Olinda/PE 24.11.2020







haicai: VIDA PULSANTE

 

Natureza
exuberante ao olhar
é Vida pulsante.

Olinda/PE 25.11.2020

Encontrando o Escritor Fábio Monteiro

 Encontrando o Escritor Fábio Monteiro

Encontro com Fábio Monteiro
no lançamento do livro Histórias Sopradas ao Vento

Manhã de sábado. Auditório das Paulinas Recife. Encontro maravilhoso com Fábio Monteiro! Tema: A Literatura na Infância e Juventude. Vamos contar histórias em sala de aula? Adultos (crianças) encantados pelo contador de suas próprias histórias. Um passeio por seus livros editados pelas Paulinas: Cartas a povos distantes, Sertão, A menina que contava e Histórias soprados em vento. Este, em lançamento. E com dedicatória afetiva. Alegria encontrar o autor pessoalmente, além dos livros e do face!

Recife/24.11.2018

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2022

Tempo



Tempo

que velozmente corre
é na afetividade que te retenho.

Olinda/PE. 21.02.2019

Foi susto! Comecinho da noite ao ir levar o jantar de Mel e Roque quem encontro embaixo de cadeira de balanço, depois de acender a luz do terraço? Uma cobra! E cobra coral! Não a mascote do Santa Cruz, o tricolor de futebol pernambucano. Remanejamos os nossos dois amados

🐕🐕para outra área e tentamos pegá-la para por em terreno da redondeza. Mas a bichinha foi mais esperta! Nos deu rasteira e sumiu. Espero que ela tenha voltado pro jardim. Que Mel e Roque não a encontrem. Afinal, morar em área, ainda rural, tem possibilidades desses encontros inesperados e assustadores. Encontros com Jiboias e Verdinhas, de tamanhos variados, já aconteceram. Nestes dez anos, mais de uma dezena, com certeza. Mas com Coral foi a primeira vez. Não precisa haver outros...
Olinda/PE 22.02.2022
2202.2022