quinta-feira, 5 de novembro de 2009

BUSCA

(artesanato de autoria desconhecida, na FEBRARTE 2005)


BUSCA
Thelma Regina Siqueira Linhares

No caminhão
pertences, lembranças, vidas desarRumadas...
Na chegada, recomeço.


(Concorrente ao 2º Prêmio Literatura no Celular, 2009, da V FLIPORTO / PE.
por 818697XXXX / Cód. COD0039 (4 votos)

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

CHARADA


CHARADA
Thelma Regina Siqueira Linhares

Na t(h)ela pinta o mar.
Gina caminha pra frente e de ré
buscando rumos.

Descobriu o nome?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Entardecer na praia


livro artesanal Poesias/Prosas, pelo Programa Multicultural do Recife, oficina literária do 7º Festival Recifense de Literatura - A letra e a voz

Entardecer na praia
Thelma Regina Siqueira Linhares

Inicialmente
murmúrio, barulho...
será rio ou fonte?
Depois,
mais intenso
imenso
sim é ele:
o mar.
Agora,
caminhando ao seu encontro
pegadas na areia vou deixando.
Mais forte o grito do mar
pássaros voam
sobre a areia molhada...
(sobre o mar, suas ondas e marolas)
Enquanto eu, com pés molhados,
cabelos ao vento,
sinto na pele o sol... indo embora.


lançamento do livro artesanal Poesias/Prosas na 7ª Bienal Internacional do Livro de Pernambuco, em 12/10/2009

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Sem Preconceito


quadrinho bordado por Sthella

SEM PRECONCEITO
Thelma Regina Siqueira Linhares

Do alto
de um quinto andar,
sentindo a brisa do vento,
ela observava um gatinho
que, qual criança curiosa, pulava de um lado para o outro
- pulava é bem o termo
em virtude dos seus movimentos bruscos
de ir e vir.

Em dado momento escondeu-se da visão dela
que ficou imaginando o quadro de suas brincadeiras intermináveis...
Com certeza, pensou, ele estava vivendo o tempo
sem saber dos preconceitos que o cercam
- era preto
mas, não conhecia o azar... -

... Estava vivendo momentos de sua imaturidade animal.

www.uisinadeletras.com.br 05/10/2002

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

MEU TICO


MEU TICO
Thelma Regina Siqueira Linhares

Já tão frágil
dói tanto vê-lo
envelhecendo rapidamente.
Enquanto a vidinha felpuda
querida
vai ficando cada vez
menos...
Só no coração se amplia.


15/09/2009

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

E SE EU, TAMBÉM, FOSSE?


E SE EU, TAMBÉM, FOSSE?
Thelma Regina Siqueira Linhares


Vou-me embora pra Pasárgada.
E mesmo sendo brincadeira
Vai ser fenomenal!
Pois Manuel Bandeira
Vai mostrar sua obra inteira. Em Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada.
Pois aqui há desigualdade e violência
Ainda, O Bicho homem cata lixo
Pardalzinho e Andorinha são aprisionados
Em lagoa poluída Os Sapos mal coaxam
E Enquanto a Chuva Cai
Viajando nO Trem de Ferro lotado
Teresa leva O Menino Doente para o hospital...

E como ficarei feliz
Brincando com Debussy
Na Rua do Sabão
Porquinho-da-Índia come na mão
O Cacto esconde Os Meninos Carvoeiros
E A Onda me derruba às margens dO Rio
Que parece mar de ressaca
Enquanto Irene no Céu de lá vem
Trazendo A Estrela da Manhã
Para papear com D. Janaína
Sobre a Arte de Amar ou Cotovia
Vou-me embora pra Pasárgada

Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Família estruturada
Criança bem educada
Trabalho não falta não
Tem natureza preservada
Flora e fauna respeitadas
E gente feliz de montão!

E quando eu estiver triste
E a Evocação de Recife for forte
Nada vai aplacar saudade...
Nem a Paisagem Noturna
Nem O Inútil Luar
Nem O Canto de Natal
Que com certeza vou cantar...
Então, vou-me embora de Pasárgada.

Uma Viagem para Pasárgada: antologia literária. - Rio de Janeiro: Litteris Ed.. - 2009


Manuel Bandeira - Circuito da Poesia - Rua da Aurora

sábado, 19 de setembro de 2009

FALAÇÃO DE CRIANÇA


FALAÇÃO DE CRIANÇA
Thelma Regina Siqueira Linhares

Falação de criança
é coisa engraçada.
E complicada.
Haja imaginação.
E haja falação:
Caçapete - capacete.
Pigulito - pirulito.
Bóia - bola.
Apitocado - abilolado, abestalhado...

Como é fascinante a aprendizagem
da língua-mãe!