terça-feira, 27 de abril de 2010

Sintonia


SINTONIA
Thelma Regina Siqueira Linhares

Que bom
quando os sonhos dos filhos
comungam com os dos pais...
e vice-versa.

quarta-feira, 31 de março de 2010

INTERPRETANDO MIADO


Minho em 31/03/2010

INTERPRETANDO MIADO
Thelma Regina Siqueira Linhares

O tempo acalma
dor e saudade até
em coração felino.

quarta-feira, 17 de março de 2010

TITÃ



TITÃ
Thelma Regina Siqueira Linhares

Autoestima em alta
de quem vence medos
e fica prosa.

Livro Diário do Escritor Agenda 2010 - Rio de Janeiro: Litteris Editora.

domingo, 14 de março de 2010

NEGOCIAÇÃO DOMÉSTICA


NEGOCIAÇÃO DOMÉSTICA
Thelma Regina Siqueira Linhares

Toalha na cama
Jornal no banheiro
Meia jogada pelo avesso

Pequenos acertos domésticos
Difíceis de negociar...

www.usinadeletras.com.br em - 06/03/2005

domingo, 28 de fevereiro de 2010

A FEIRA DE GRAVATÁ


A FEIRA DE GRAVATÁ (*)
Thelma Regina Siqueira Linhares

Passear em feira livre é sempre uma experiência social fantástica. Especialmente, em cidade que tem nela a tradição cultural e turística, como acontece em Caruaru/Pe e sua cantada Feira de Caruaru, que “tem de tudo pra gente vê” e comprar. Mas, é a Feira de Gravatá/PE, o foco desta crônica.

No período de julho a setembro deste ano (2006), nas várias idas àquela cidade, desfrutei de momentos de alegria e curtição, ao lado da minha família. Muitas fotos registraram as singularidades e belezas do lugar, além da emoção e sentimento vivenciados, congelados nos flashs da digital. Nesta crônica, alguns detalhes daqueles passeios na Feira de Gravatá, pois não queria esquecê-los...
O esplendor da Feira de Gravatá acontece todo sábado, quando se derrama por várias ruas do centro daquela cidade do Agreste pernambucano. E há de quase tudo. Organizada por setores, são várias feiras em uma só. Tem o troca-troca, a sulanca, os calçados, as panelas e jarros em barros, as utilidades domésticas, as flores, os cereais, as frutas e as verduras. Sons, cores, cheiros e sabores se misturam quase na mesma proporção do vai-e-vem incessante de muitos transeuntes, que se revesam nas horas em que dura a feira.


Casais e até famílias inteiras retiram da feira seu sustento. A barraquinha é seu trabalho. Às vezes, tradição de gerações. Chama atenção, pela simplicidade, a banquinha de “Seu” Nado Folheteiro, que vende literatura de cordel. O carrinho de mãos, cheio de frutas de barro e ocupando pequeno espaço, também, vende. Mas há bancas grandes, em especial, as da sulanca, de sapatos e utensílios domésticos. E, em toda a feira, o clima serrano, que dá à Gravatá o título de Suíça Brasileira, ameniza o calor, mesmo nas horas mais quentes do dia.

Adolescentes e crianças, com carrinhos de mão, disponibilizam serviço de frete das mercadorias compradas. Os vendedores e vendedoras oferecem seus produtos através de pregões, da presença solícita para um bom atendimento ou, simplesmente, na base da conversa. A variante lingüística chama atenção do visitante. É possível, então, comprovar o que Manuel Bandeira já dizia no poema Evocações do Recife e, certamente, vale para os vários cantos do Brasil:
“A vida não me chegava pelos jornais nem pelos livros
Vinha da boca do povo na língua errada do povo
Língua certa do povo
Porque ele é que fala gostoso o português do Brasil...”


Na feira, a diversidade cultural do nosso país continental fica mais evidente. E a Feira de Gravatá, além de um real exemplo, é um bom roteiro turístico. Inesquecível!


Novos Talentos da Crônica Brasileira - vol 6 - Br Letras/CBJE - RJ - dez/2006

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Mãe net

Sthella em Isny/Alemanha fev/2010

Mãe net
Thelma Regina Siqueira Linhares

globalização
fuso horário
e-mail... orkut... msn...
- o que seria da mãe net sem toda essa tecnologia?!...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

SOLidariedade


SOLidariedade
Thelma Regina Siqueira Linhares

SOLidariedade
no céu e na Terra
brilhar é preciso.

Recife, 15/01/2010