quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Descobertas no jardim: abacaxis decorativos

Fui apresentada ao abacaxi decorativo há algumas décadas 
através das tias maternas Beta, Nida e Dulce, que tinham alguns exemplares na casa de Campo Grande, um dos bairros do Recife.

O exemplar abaixo, transformou-se em matriz. 
Na foto, aparece ainda na água, antes do enraizamento 
plantio em jarro. 
Alguns anos mais, daria origem a outras plantinhas.


O abacaxi decorativo de folhas vermelhas veio de Serrambi/PE. 
As duas plantinhas deram origem a esses belos exemplares, replantados no chão. 

O primeiro abacaxi, está crescendo...



O abacaxi decorativo ou anannás bracteatus é uma bromeliácea  brasileira muito usada na decoração. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Lembrando Mamãe Ivanice

Há algum tempo venho avaliando a imagem que tinha 
de mamãe Ivanice sempre tristonha e, quase sempre, deprimida. 
O que motiva essa reavaliação é simples: 
os frevos cantados por Claudionor Germano, 
da autoria de Capiba, entre outros:
Ai! se eu tivesse!
É de amargar
Manda embora essa tristeza
A pisada é essa
Quando se vai um amor
Gosto de te ver
Linda flor da madrugada.

Ao escutá-los, em especial nos dias de Momo, não tem como não me lembrar dela cantarolando...


Como ela está atormentada!... 

Não tanto pela idade - tantos há que com 75 anos estão lúcidos, ativos, felizes! 

Muito mais pela doença depressiva, que, ao longo de sua vida, foi se instalando, variando em aspectos, durabilidade e freqüência. 

Infelizmente, nos últimos anos, tendo sido a mais constante característica de seu existir. 

E como acarreta sofrimentos! Para ela própria e para todos que convivem com ela no seu dia-a-dia. 

Na juventude, já mãe, era a típica do lar. 

Depois, viúva, teve que arcar, sozinha, com a educação de duas filhas, ainda, crianças. Dedicada, embora não soubesse demonstrar a afetividade através de gestos e carinhos. 

Na maturidade, começam a aparecer as primeiras manisfestações da depressão, com mudanças bruscas de humor, cada vez mais frequentes. 

O tempo vai passando numa sucessão contínua de dias, meses e anos, que, vivenciado se materializa, se torna palpável, sofrível. 

Agora, na velhice, mamãe já não sonha. Vive atormentada por pesadelos imaginários, que agitam e entristecem seu cotidiano.

www.usinadeletras.com.br  Thelma Regina Siqueira Linhares 
Crônicas Atormentada 27/01/2002 

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Mandalas de croché (1)

O pouco conhecimento que tenho de croché aprendi 
com mamãe Ivanice
 e, na então Escola Maristela, de Recife, ainda criança. 

Confesso que não sou muito dedicada às linhas e agulhas. Confundo os nomes dos pontos 
e trabalho meio que por ensaio e erro... 
Chego a passar anos sem fazer um pontinho sequer.

 As mandalas desse post foram feitas em 2012 e foram presenteadas. Ficaram as fotos.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Que delícia! ABACAXI




Há meses estava crescendo à sombra do cajueiro... 
Em outubro de 2014 vi que o pezinho de abacaxi,
 finalmente, estava brotando.



E, desde então, passei a acompanhar o seu desenvolvimento 
com alguns flashs.



 No início deste ano, fiz o registro fotográfico do jardim. 
E o abacaxi estava assim. 


Em meados de janeiro, o pendão vergou com abacaxi e tudo. 
E apesar de ter sido amparado, o abacaxi soltou-se, ainda verdinho.
O jeito foi aguardar o amadurecimento... 

E, pois não é que valeu a pena?
Que delícia de abacaxi! 


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

JARDIM EM CANECAS


A primeira postagens no blog neste ano de 2015, 
é sobre o meu jardim de canecas
iniciado em meados do ano passado.
Na diversidade das canecas resgate de memórias afetivas.



Já às plantinhas, a responsabilidade do cultivo e o deleite aos olhos.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

GUIRLANDA, um enfeite natalino que se populariza no Brasil




GUIRLANDA, 

um enfeite natalino que se populariza no Brasil 
Thelma Regina Siqueira Linhares 


É consenso considerar o Natal como festa universal e simbólica do nascimento do Menino-Jesus, ocorrido há mais de dois milênios, em Belém. Consenso, também, que tal fato divide o tempo histórico da humanidade em AC e DC – antes de Cristo e depois de Cristo, respectivamente. Independentemente de fé e religião, o Natal, vem ao longo dos séculos, incorporando símbolos, pagãos e profanos, anteriores, inclusive, ao próprio fato do nascimento do Menino-Deus e criação do cristianismo. É um ciclo – o Ciclo Natalino – com características próprias que se reflete nas tradições folclóricas, populares e clássicas. Símbolos natalinos diversos combinam-se para dar especificidade ao período, que cada vez mais se estica, apoiado pela mídia e pelo marketing e estimulando o comércio, cujas vendas são as melhores do ano. 

A guirlanda é um desses símbolos cada vez mais presente na decoração natalina do Brasil. O cinema americano aparece como grande responsável pela sua popularização no mundo cristão ocidental, a partir da segunda metade do século XX. Decorar a porta da frente, do lado de fora, com guirlanda, principalmente se tiver sido presenteada, é atrair bons fluídos, pois se trata de um adorno de “chamamento” de boas-vindas. É tudo de bom! 

Em português, a guirlanda recebe várias denominações. Segundo o dicionário Houaiss, é grinalda “coroa de flores”. Festão ornamental feito de flores, frutas e/ou ramagens entrelaçadas. Para grinalda oferece outros nomes: capela, coroa, diadema, estema, guirnalda, láurea, lauríola, louro e pancárpia. 

A guirlanda pode ser confeccionada por muitos materiais. Cipós, fitas, plásticos, palhas secas, bombons, chocolates são algumas versões profanas popularizadas. Industriais ou artesanalmente feitas. Material reciclado, igualmente, vem ganhando terreno na confecção de guirlandas no Brasil. Também, ilustram cartões e transformam-se em adereços e enfeites de árvores de natal. 


Tradicionalmente nos países nórdicos, a guirlanda é uma mandala (cujo círculo lembra que a vida é um ciclo de nascimento à morte) coberta por folhagens (de heras, pinheiros ou azevinhos que oferecem proteção no inverno gelado, afugentando a má-sorte e agouros). Uma fita vermelha (representando o amor de Deus pela humanidade) e as velas acesas (a fé e a alegria) completam a guirlanda ou Coroa de Avezinha. 

A guirlanda ou Coroa do Advento, considerando-se seu aspecto religioso, é um dos mais significativos símbolos natalinos, pois anuncia a boa-nova no Advento - preparando para o Natal - momento de reflexão, de busca do perdão, para vivenciar o Amor e a Paz pregados por Jesus Cristo, nas religiões cristãs. Nessa guirlanda, há quatro velas. A cada domingo de dezembro, uma é acesa, numa atitude de preparação para o grande acontecimento. 

http://thelmaregina.blogspot.com.br/2008/12/guirlanda-um-enfeite-natalino-que-se.html


http://usinadeletras.com.br/

Artigos-->GUIRLANDA, um enfeite natalino que se populariza no Brasil -- 18/12/2005 - 22:46 (Thelma Regina Siqueira Linhares)


quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

TRADIÇÕES NATALINAS




TRADIÇÕES NATALINAS 
Thelma Regina Siqueira Linhares 


As comemorações natalinas e de fim-de-ano no planeta Terra têm traços comuns. Comemoram o nascimento de Jesus Cristo, iniciando uma nova contagem de tempo – o AC e DC (antes e depois de Cristo). Mesmo os povos e cultura não-cristãs, têm de certa forma, essa influência, pois na Idade Média, com as Cruzadas e as Descobertas Marítimas, a fé cristã foi se globalizando, imposta pelos conquistadores, em especial, portugueses, espanhóis e ingleses. E, as de fim-de-ano, referem-se à passagem para um novo ano civil, mundialmente aceito, embora convivendo com outros rituais e contagens de tempo, como por exemplo, entre os judeus e chineses, que já passaram do ano 5000... Anteriormente, o ano se iniciava em 1º de abril, hoje o dia Universal da Mentira, quando o calendário gregoriano 
passou a ser adotado. 








                                                                                             


O presépio, representando o nascimento de Jesus Cristo, é atribuído a São Francisco de Assis. Hoje, materiais diversos (barro, madeira, pedra, palha, massa, plástico, etc,) dão vida à cena de Belém, com forte influência da descrição bíblica, adotada pela Igreja Católica. 


         

As árvores de natal são atribuídas a Lutero ou Calvino, que teria iluminado um pinheiro, numa fria noite de Natal, do inverno europeu. Anteriormente, outros povos enfeitavam árvores diversas para outras comemorações, festejar colheitas, por exemplo. Aqui, também, a diversidade de materiais, embora os pinheiros artificiais industrializados sejam os mais freqüentes. Luzes, bolas coloridas, laços, correntes, presentinhos e uma diversidade de enfeites. Parece que quanto mais enfeitada, mais bonita a árvore. Fica longe no tempo, aquela árvore de natal, improvisada com galhos de árvore, pintada ou, simplesmente recoberta com algodão, à semelhança de neve, em nosso país tropical... 

         


O Papai Noel, como se apresenta aqui no Brasil, é totalmente importado dos Estados Unidos. Teria sido apresentado na década de 30, do século passado, fincando raízes cada vez mais profundas, nas tradições natalinas. O comércio, a propaganda e, com certeza, as tropas americanas, que fizeram base no 
Rio Grande do Norte, durante
 a II Guerra Mundial, devem ter contribuído bastante para sua popularização. Embora a sua origem seja relacionada a São Klaus ou São Nicolau e diferentes culturas e povos deêm diferentes traços e caracterizações (negro, olhos puxados, roupas diferentes). 



                            

A troca de presentes, especialmente, do amigo secreto, oculto ou presente, ganha espaço cada vez maior, na família e no ambiente de trabalho, por questões econômicas, talvez. 

Os cartões natalinos, igualmente passam por mudanças:  torpedos de celulares, cartões virtuais são usados.



A ceia de natal, também, passa por modificações e influências. Convivendo com o peru, há o chester, os pratos frios, o bacalhau. E o panetone, cada vez mais presente nos lares brasileiros. Independente da fartura da mesa, famílias há com suas receitas natalinas tradicionais e,
 algumas vezes, secretas. 



Algumas tradições folclóricas ou populares próprias do ciclo natalino, às vezes, nas últimas décadas, a ele transcendem. Para turista ver. Para incorporar um fora de época, a exemplo, de carnavais fora de época, no país inteiro... Pastoris, folias de reis, etc. 




As superstições e crendices diversas são um capítulo à parte dos festejos natalinos e de fim-de-ano. Para renovar, trazer paz, saúde, dinheiro, enfim, o sonho maior que se quer ver concretizar nos próximos 365 dias. Cores, roupas, banhos, comidas, falares, rituais, individuais ou coletivos, que são incentivados pela mídia, principalmente. 



Conclusões: 
Inegavelmente, a mídia (em especial, tv, revistas, propagandas e cinema) tem um papel importantíssimo na divulgação de informações culturais 
O comércio, especialmente, os shoppings, têm um papel marcante nisso, também. Decoram-se, no mês de novembro e, muitas vezes, usam e abusam do tema, com coisas que não tem muito a ver com a essência do ciclo natalino. Por exemplo, ursos, duendes, famílias de papai noel, etc. 
Valores e costumes diferentes, questões financeiras e sócio-educativas que resultam na grande desigualdade social do Brasil e a globalização possibilitam que as tradições natalinas, assumam peculiaridades nos natais da atualidade. Refletindo nossas origens multirraciais e multiculturais. Tradições natalinas, sim. Embora mutantes e mutáveis. 



www.usinadeletras.com.br Ensaios-->Tradições Natalinas -- 30/10/2004

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