quarta-feira, 9 de abril de 2014

QUE BOM! Que pena... Que tal? (reedição de 09/04/2014 no http://socializandoleituras.blogspot.com.br/2014/04/que-bom-que-pena-que-tal.html

Publicado em
http://socializandoleituras.blogspot.com.br/2014/04/que-bom-que-pena-que-tal.html
no dia 09/14/2014


QUE BOM! Que pena... Que tal?


Estou estreando uma nova sessão no blog 

QUE BOM! Que pena... Que tal? 

com um tema que já motivou algumas discussões e promete polemizar mais ainda,

à medida que se aproxima 

a Copa do Mundo Fifa,

 o Campeonato do Mundo de Futebol

ou o Campeonato Mundial de Futebol.

Acho que prefiro esse último nome...


QUE BOM! 
Que o tatu-bola (Tolypeutes tricinctus), uma espécie de tatu que vive no Brasil,
foi escolhido para mascote do futebol brasileiro.
Animal pequeno, com cerca de 50 cm de comprimento, na cor marrom escura
e uma característica peculiar: a capacidade de se enrolar no formato de uma bola
o que ajuda na defesa de predadores naturais, como onças e raposas. 
A espécie integra a lista do Ministério do Meio Ambiente
de animais em extinção no Brasil 
e é protegido pela Lei 9.605/98, a Lei de Crimes Ambientais.

tatu-bola ou Tolypeutes tricinctus
Transformar-se em bola ao se contorcer e ocultar na região interior de sua carapaça, 
que se fecha no formato esférico,
partes frágeis como tronco, cabeça e patas é a maneira de se defender e,
 assim, pode permanecer por mais de uma hora. O tatu-bola é uma espécie endêmica,
encontrado em  oito estados brasileiros,
onde predominam os biomas da Caatinga e Cerrados, 
alvos de  devastação e urbanização.















































































Por ocasião da escolha do animal como 
mascote  para a Copa 2014,
 ambientalistas acreditavam que ajudaria a divulgar
a espécie, contribuindo para a sua preservação.

A Associação Caatinga, ONG sediada no Ceará, 
apresentou à FIFA, em fevereiro de 2012, 
a ideia de se utilizar o tatu-bola como mascote da Copa. 
Para tal, segundo informativo oficial da ONG, justificava que 
“A escolha deste animal dentre tantas outras espécies silvestres, 
surgiu devido à habilidade deste animal de curvar-se sobre si mesmo protegendo-se, quando ameaçado, 
assumindo a forma de uma bola. 
O tatu-bola é o menor tatu do Brasil e o mais ameaçado. 
A sua caça já o fez desaparecer de vários estados.”


Que pena...

Que pena que o nome oficial do mascote tatu-bola escolhido foi Fuleco... Ninguém merece! 



Que pena... 
que o objetivo da indicação do tatu-bola para 
sensibilizar e motivar atitudes em prol do 
pequeno animal silvestre parece, ainda, não decolar...


Que pena... que o significado do nome oficial do mascote 
da seleção brasileira seja alvo de tantos significados contraditórios.

Que tal?

Chamar o mascote da seleção brasileira 
de futebol 2014 por TATU-BOLA!

Site oficial da FIFA
http://pt.fifa.com/worldcup/

http://pt.mascot.fifa.com/index.php

Pelo tatu-bola!
Pelo mascote tatu-bola! 
Restrições ao nome oficial adotado pelo tatu-bola!

quinta-feira, 3 de abril de 2014

encontros, sustos e histórias: TIMBU ou Gambá-de-orelhas-brancas

É claro que o encontro foi um susto! 
Entre folhagens e flores de um mamoeiro
aquele pequeno ser chamava atenção, talvez, ele próprio tentando se esconder, 
ao ser flagrado por humanos, ao amanhecer de um dia de junho de 2013, na área rural de Olinda/PE.
 Assim, além de um grande susto mútuo, ficaram as belas fotos que aqui socializo. 
E, quem sabe, duas versões de uma mesma história...
timbu, gamba-de-orelhas-brancas, gâ'bá ou guaambá
É um timbu! Gambá-de-orelhas-brancas. (Informação adquirida tempos depois pesquisando na internet). Também chamado de cassaco, mucura, micurê, sarigué, sariguê, saruê e sarigueia. E, ainda de gã'bá ou guaambá, na língua tupi-guarani e significando "mama oca", referência à bolsa ventral onde se encontram as mamas e onde os filhotes vivem durante parte de seu desenvolvimento, marsupial que é. Já no meio científico, seu nome é Didelphis albiventris.

O timbu é encontrado no Brasil inteiro e vive em vários ecossistemas: florestas, cerrados, caatinga, banhados e pantanal. Pode habitar, também, centros urbanos onde encontra alimentação no meio dos dejetos domésticos. É um animal notívago (de hábitos noturnos) e solitário, exceto no período de acasalamento (duas ou três vezes por ano) quando nascem até 20 filhotes por ninhada.



Do http://www.pipa.com.br/timbu transcrevo  fragmento muito interessante e sensível:

Não representa nenhum risco ao homem, apesar de muitos terem medo por achar o bicho feio e arisco, na verdade só costuma mostrar os dentes e rosnar quando ameaçado podendo até se fingir de morto. São essencialmente colaboradores do ecossistema, contribuindo no controle de pragas agrícolas, além de ótimos dispersores de sementes através das fezes. 
(...)
Aqui na Pipa eles são bem vindos já que contribuem no controle do ecossistema. Podemos encontrá-los em alguns locais urbanos, mas preferencialmente em locais onde a mata é predominante, como por exemplo no Santuário Ecológico.

Curiosidade esportiva: O timbu é o mascote do Clube Náutico Capibaribe, em Recife/PE, desde 1934.

sábado, 22 de março de 2014

LUA CHEIA um encanto ao olhar



LUA CHEIA: encanto ao olhar
Thelma Regina Siqueira Linhares

A lua cheia é sempre bela visão!
Vê-la surgir de diferentes cômodos da casa é um privilégio fantástico,
especialmente, pra quem acompanhava, apenas, no calendário...

Agora, espetáculo extasiante céu aberto.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Outono


Outono
Thelma Regina Siqueira Linhares

Folhas ao vento
Ou árvore desfolhada
Que o vento toca?

gavião pousado em pé de cajá desfolhado

sábado, 8 de março de 2014

MULHERES, BORBOLETAS SEM CRISÁLIDAS



MULHERES, BORBOLETAS SEM CRISÁLIDAS
Thelma Regina Siqueira Linhares

Borboletas sem crisálidas bem que pode ser considerada a imagem simbólica da situação feminina nesse século XX, recém-findo, seja no contexto mundial, seja no Brasil, especificamente.
Vinda de uma situação histórica e milenar de submissão e exploração pelo sistema machista, foi, no século passado, que a mulher passou a ter papéis e status diferenciados daqueles já cristalizados nas relações de gênero - homem x mulher - através dos milênios ao longo da extensa história da humanidade no planeta Terra.
A imagem bíblica da criação da primeira mulher (Eva) a partir da costela do primeiro
homem (Adão), difundida nas sociedades e culturas de origem cristã, teria justificado por razões religiosas, até, o papel de submissão, de dependência, de obediência do sexo frágil ao sexo forte, ao longo de séculos de predominância da hegemonia cultural européia sob o resto do mundo.
Com a colonização do branco europeu, aqui no Brasil-colônia, a mulher ocupa posições e status diferenciados de submissão, sem muitas modificações ao longo dos quatro séculos e, às vezes, condicionados à raça e condição social.
A mulher branca, rica, conta com algumas regalias. É a matriz da numerosa família
patriarcal, responsável pela manutenção da riqueza e prestígio familiares, assegurados por casamento sólido e de conveniências, muitas vezes, acertado pelo pai e sem contato nenhum com o futuro consorte.
A mulher branca e pobre ou a mulher mestiça, quando solteiras, estavam submissas ao pátrio poder. Casadas, passam a dever obediência ao marido. Sem voz nem vez.
A mulher índia e a mulher negra, principalmente, são apenas objeto sexual de quem o branco colonizador tem posse e direito de uso, vida e morte. Além de mão-de-obra e mercadoria baratas. Sujeitas aos mandos e desmandos do seu senhor.

Os séculos passam lentamente. E, mais lentamente ainda, os costumes, a definição de direitos, o usufruir de conquistas históricas, nacional ou internacionalmente. Necessário que, em l857, 129 mulheres norte-americanas fossem sacrificadas pelo poder machista, vítimas de incêndio criminoso na fábrica em que trabalhavam e lutavam por direitos trabalhistas de redução de carga horária e licença-maternidade, para que se levantasse a bandeira feminina e feminista. Daquele fato histórico, em 8 de março, ficou o dia internacional da mulher, comemorado universalmente e sempre usado como ponto de reflexão da situação da mulher, por seus direitos como cidadãs e profissionais.

Mulheres, borboletas sem crisálidas, vêem chegar o século XX. E nesses últimos cem anos, quanta coisa aconteceu! Quanta luta, individual e coletiva! Quanta conquista conseguida! E quanto ainda a conquistar!

Muitas invenções e facilidades, quedas de tabus e preconceitos, mudanças de valores e de comportamentos foram construindo o perfil da nova mulher do século XX. Dia-a-dia, década após década.

A mine-saia, a pílula anti-concepcional, o absorvente, o silicone. O telefone celular, o carro, os eletrodomésticos. O rádio, a televisão, o computador, a internet. O direito ao voto, ao estudo, ao trabalho remunerado e fora do lar. A escolha do companheiro, o divórcio, a produção independente de filho, a desestruturação familiar. As lutas feministas, a emancipação feminina, os valores modificados...

Apenas alguns exemplos que contribuíram para dar suporte às profundas modificações de vida da mulher, sexo frágil, ao longo dos últimos cem anos. Com certeza, ilustram que a mulher jamais será a mesma, nesse tempo histórico de transição de séculos, de milênios. Nem os papéis e status femininos. E nem as relações de gênero.

Mulheres, borboletas, sem crisálidas.
Já é possível, então, comemorar neste novo milênio, as conquistas da mulher?
Não! Porque é a mulher que sofre mais violência no lar, pelos maridos e companheiros, apesar das leis que garantem seus direitos...
Não! Porque é a mulher que, desempenhando as mesmas funções que o homem, ganha
menos que o colega profissional...
Não! Porque em sua dupla jornada de trabalho, muitas vezes, não tem a parceria do companheiro, ficando sob sua responsabilidade, os afazeres domésticos e os cuidados mais específicos com a educação dos filhos, resquícios dos tempos de só rainha do lar...
Não! Porque muitas vezes, ainda, é sua inteira responsabilidade não procriar, abortar ou cuidar, sozinha, da cria, apesar dos tempos da AIDS e da necessidade vital de prevenção sexual...

Assim, ainda há muito a esclarecer, a conquistar, a definir, a assegurar direitos, para que as mulheres, borboletas sem crisálidas, possam viver, com sensibilidade, felicidade e responsabilidades, etapas definidas e belas de sua especificidade de gênero. Em casa, no trabalho, no Brasil, no mundo.

Mulheres, borboletas sem crisálidas anseiam por vôos mais altos e seguros. Vôos que
garantam a perpetuação da própria espécie. Sem traumas. Sem agressividades. Com
humanidade. Com cidadania.


www.usinadeletras.com.br em 09/03/2002

Reeditando post 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Getrudes: hoje É SAUDADE


Getrudes: 89 anos e 7 meses

Hojé É saudades!!! E agradecimentos!

Reedito post de 2008
http://thelmaregina.blogspot.com.br/2008/08/ela-pernambucana.html

Publicação anterior, em 2002, no site Usina de Letras.
Crônicas-->Ela é pernambucana -- 16/02/2002 - 19:17 (Thelma Regina Siqueira Linhares)

http://usinadeletras.com.br/



Ela é pernambaucana
Thelma Regina Siqueira Linhares

Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
Nunca frequentou escola. Lê muito pouco e escreve desenhando o próprio nome. Nascida no interior -Paudalho -, numa época em que as escolas rurais eram raridade, em que meninas pobres não tinham direitos defendidos e que a própria família não valorizava os estudos - saber ler era coisa de ricos. 
Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
Adolescente, ainda, migrou para a cidade grande - Recife - a capital pernambucana. Sem qualificação foi trabalhar na casa dos outros. Cozinhar. Lavar. Arrumar. Tomar conta de crianças. Uma maratona diária, mal paga, sem prestígio e sem status. 
Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
Há mais de cinqënta anos está ligada a uma mesma família. Sentiu na pele, por décadas, os tabus e preconceitos de ser doméstica. Mas quatro gerações aprenderam a amá-la e respeitá-la pela sabedoria que tira do dia-a-dia e da própria experiência, pois a vida lhe ensinou quase tudo o que sabe. 
Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
E que ainda sonha. Com mais que o salário-mínimo na aposentadoria. Com uma casinha. Com a saúde e possibiidades de comprar remédios. Com o respeito a direitos elementares, como por exemplo, subir no ônibus, ao dar, ela própria, sinal de parada. 
Ela é pernambucana, portanto brasiliera. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
E, ainda: Madrinha. 
Mãe de criação. 
Avó de coração. 
Obrigada, Dinha! 
E que Deus a abençoe, eternamente!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

BELA e CHAMP

 A primeira visão que tive de Bela e Champ, propositalmente, foi através das lentes fotográficas: a foto abaixo onde se vê os dois cachorrinhos.
A primeira foto de Bela e Champ, em out/2010
Olindenses, filhos de uma ninhada de cinco irmãos, sempre foram bem unidos. Por sugestão de Yeda, a data de nascimento ficou 7 de setembro de 2010, pois tínhamos somente o mês...

Durante a reforma da casa, ficaram em um canil. 
Mas gostavam mesmo era da chegada do papai e da mamãe, que nesse tempo, ainda tinha um medinho deles... kkkk



Às vezes uma briguinha...

Às vezes, um distanciamento...

E muita descoberta!


E o tempo passando, também, para Bela e Champ.
2011
2012



2013
2014

Visite o orkut, no endereço abaixo, para ler um poema dedicado à Bela e outro ao Champ:
http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=4861434400667503832&aid=1233312711