sábado, 22 de março de 2014

LUA CHEIA um encanto ao olhar



LUA CHEIA: encanto ao olhar
Thelma Regina Siqueira Linhares

A lua cheia é sempre bela visão!
Vê-la surgir de diferentes cômodos da casa é um privilégio fantástico,
especialmente, pra quem acompanhava, apenas, no calendário...

Agora, espetáculo extasiante céu aberto.

quinta-feira, 20 de março de 2014

Outono


Outono
Thelma Regina Siqueira Linhares

Folhas ao vento
Ou árvore desfolhada
Que o vento toca?

gavião pousado em pé de cajá desfolhado

sábado, 8 de março de 2014

MULHERES, BORBOLETAS SEM CRISÁLIDAS



MULHERES, BORBOLETAS SEM CRISÁLIDAS
Thelma Regina Siqueira Linhares

Borboletas sem crisálidas bem que pode ser considerada a imagem simbólica da situação feminina nesse século XX, recém-findo, seja no contexto mundial, seja no Brasil, especificamente.
Vinda de uma situação histórica e milenar de submissão e exploração pelo sistema machista, foi, no século passado, que a mulher passou a ter papéis e status diferenciados daqueles já cristalizados nas relações de gênero - homem x mulher - através dos milênios ao longo da extensa história da humanidade no planeta Terra.
A imagem bíblica da criação da primeira mulher (Eva) a partir da costela do primeiro
homem (Adão), difundida nas sociedades e culturas de origem cristã, teria justificado por razões religiosas, até, o papel de submissão, de dependência, de obediência do sexo frágil ao sexo forte, ao longo de séculos de predominância da hegemonia cultural européia sob o resto do mundo.
Com a colonização do branco europeu, aqui no Brasil-colônia, a mulher ocupa posições e status diferenciados de submissão, sem muitas modificações ao longo dos quatro séculos e, às vezes, condicionados à raça e condição social.
A mulher branca, rica, conta com algumas regalias. É a matriz da numerosa família
patriarcal, responsável pela manutenção da riqueza e prestígio familiares, assegurados por casamento sólido e de conveniências, muitas vezes, acertado pelo pai e sem contato nenhum com o futuro consorte.
A mulher branca e pobre ou a mulher mestiça, quando solteiras, estavam submissas ao pátrio poder. Casadas, passam a dever obediência ao marido. Sem voz nem vez.
A mulher índia e a mulher negra, principalmente, são apenas objeto sexual de quem o branco colonizador tem posse e direito de uso, vida e morte. Além de mão-de-obra e mercadoria baratas. Sujeitas aos mandos e desmandos do seu senhor.

Os séculos passam lentamente. E, mais lentamente ainda, os costumes, a definição de direitos, o usufruir de conquistas históricas, nacional ou internacionalmente. Necessário que, em l857, 129 mulheres norte-americanas fossem sacrificadas pelo poder machista, vítimas de incêndio criminoso na fábrica em que trabalhavam e lutavam por direitos trabalhistas de redução de carga horária e licença-maternidade, para que se levantasse a bandeira feminina e feminista. Daquele fato histórico, em 8 de março, ficou o dia internacional da mulher, comemorado universalmente e sempre usado como ponto de reflexão da situação da mulher, por seus direitos como cidadãs e profissionais.

Mulheres, borboletas sem crisálidas, vêem chegar o século XX. E nesses últimos cem anos, quanta coisa aconteceu! Quanta luta, individual e coletiva! Quanta conquista conseguida! E quanto ainda a conquistar!

Muitas invenções e facilidades, quedas de tabus e preconceitos, mudanças de valores e de comportamentos foram construindo o perfil da nova mulher do século XX. Dia-a-dia, década após década.

A mine-saia, a pílula anti-concepcional, o absorvente, o silicone. O telefone celular, o carro, os eletrodomésticos. O rádio, a televisão, o computador, a internet. O direito ao voto, ao estudo, ao trabalho remunerado e fora do lar. A escolha do companheiro, o divórcio, a produção independente de filho, a desestruturação familiar. As lutas feministas, a emancipação feminina, os valores modificados...

Apenas alguns exemplos que contribuíram para dar suporte às profundas modificações de vida da mulher, sexo frágil, ao longo dos últimos cem anos. Com certeza, ilustram que a mulher jamais será a mesma, nesse tempo histórico de transição de séculos, de milênios. Nem os papéis e status femininos. E nem as relações de gênero.

Mulheres, borboletas, sem crisálidas.
Já é possível, então, comemorar neste novo milênio, as conquistas da mulher?
Não! Porque é a mulher que sofre mais violência no lar, pelos maridos e companheiros, apesar das leis que garantem seus direitos...
Não! Porque é a mulher que, desempenhando as mesmas funções que o homem, ganha
menos que o colega profissional...
Não! Porque em sua dupla jornada de trabalho, muitas vezes, não tem a parceria do companheiro, ficando sob sua responsabilidade, os afazeres domésticos e os cuidados mais específicos com a educação dos filhos, resquícios dos tempos de só rainha do lar...
Não! Porque muitas vezes, ainda, é sua inteira responsabilidade não procriar, abortar ou cuidar, sozinha, da cria, apesar dos tempos da AIDS e da necessidade vital de prevenção sexual...

Assim, ainda há muito a esclarecer, a conquistar, a definir, a assegurar direitos, para que as mulheres, borboletas sem crisálidas, possam viver, com sensibilidade, felicidade e responsabilidades, etapas definidas e belas de sua especificidade de gênero. Em casa, no trabalho, no Brasil, no mundo.

Mulheres, borboletas sem crisálidas anseiam por vôos mais altos e seguros. Vôos que
garantam a perpetuação da própria espécie. Sem traumas. Sem agressividades. Com
humanidade. Com cidadania.


www.usinadeletras.com.br em 09/03/2002

Reeditando post 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Getrudes: hoje É SAUDADE


Getrudes: 89 anos e 7 meses

Hojé É saudades!!! E agradecimentos!

Reedito post de 2008
http://thelmaregina.blogspot.com.br/2008/08/ela-pernambucana.html

Publicação anterior, em 2002, no site Usina de Letras.
Crônicas-->Ela é pernambucana -- 16/02/2002 - 19:17 (Thelma Regina Siqueira Linhares)

http://usinadeletras.com.br/



Ela é pernambaucana
Thelma Regina Siqueira Linhares

Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
Nunca frequentou escola. Lê muito pouco e escreve desenhando o próprio nome. Nascida no interior -Paudalho -, numa época em que as escolas rurais eram raridade, em que meninas pobres não tinham direitos defendidos e que a própria família não valorizava os estudos - saber ler era coisa de ricos. 
Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
Adolescente, ainda, migrou para a cidade grande - Recife - a capital pernambucana. Sem qualificação foi trabalhar na casa dos outros. Cozinhar. Lavar. Arrumar. Tomar conta de crianças. Uma maratona diária, mal paga, sem prestígio e sem status. 
Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
Há mais de cinqënta anos está ligada a uma mesma família. Sentiu na pele, por décadas, os tabus e preconceitos de ser doméstica. Mas quatro gerações aprenderam a amá-la e respeitá-la pela sabedoria que tira do dia-a-dia e da própria experiência, pois a vida lhe ensinou quase tudo o que sabe. 
Ela é pernambucana, portanto brasileira. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
E que ainda sonha. Com mais que o salário-mínimo na aposentadoria. Com uma casinha. Com a saúde e possibiidades de comprar remédios. Com o respeito a direitos elementares, como por exemplo, subir no ônibus, ao dar, ela própria, sinal de parada. 
Ela é pernambucana, portanto brasiliera. 
E brasileira bem típica: Mulher. 
Pobre. 
Idosa. 
Aposentada. 
E, ainda: Madrinha. 
Mãe de criação. 
Avó de coração. 
Obrigada, Dinha! 
E que Deus a abençoe, eternamente!

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

BELA e CHAMP

 A primeira visão que tive de Bela e Champ, propositalmente, foi através das lentes fotográficas: a foto abaixo onde se vê os dois cachorrinhos.
A primeira foto de Bela e Champ, em out/2010
Olindenses, filhos de uma ninhada de cinco irmãos, sempre foram bem unidos. Por sugestão de Yeda, a data de nascimento ficou 7 de setembro de 2010, pois tínhamos somente o mês...

Durante a reforma da casa, ficaram em um canil. 
Mas gostavam mesmo era da chegada do papai e da mamãe, que nesse tempo, ainda tinha um medinho deles... kkkk



Às vezes uma briguinha...

Às vezes, um distanciamento...

E muita descoberta!


E o tempo passando, também, para Bela e Champ.
2011
2012



2013
2014

Visite o orkut, no endereço abaixo, para ler um poema dedicado à Bela e outro ao Champ:
http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=4861434400667503832&aid=1233312711
  

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

TICO: sempre mon petit chien!

Dar tempo ao tempo... mesmo quando se trata de separações definitivas. Vale, também, quando se trata de animal de estimação.
TICO
Alguns anos se passaram até eu me sentir confortável em produzir essa matéria sobre o TICO, querido cachorro poodle, que, por mais de onze anos, esteve presente em nossas vidas.
TICO, em foto de 2005, com 6 anos de idade.
TICO, tosado.
Fonte de inspiração poética:




Tico 
Thelma Regina Siqueira Linhares

Ele chegou 
após muita insistência dos filhotes dela, 
em uma caixa de papelão. 

Uma bolinha branca. 
Felpudo. 
Muito vivo. 
Muito esperto. 
Brincalhão. 
De fato, um belo exemplar canino. 

Hoje, com certeza, faz parte da família. 
E, se no passado, 
uma cigana tivesse previsto a sua chegada, 
como sugestão, 
a ideia de quebrar a bola visionária escutaria...

www.usinadeletras.com.br em 16/12/2001



TRÊS ATOS (*)
Thelma Regina Siqueira Linhares

Roubando o osso
da cesta de lixo...
TICO ladrão.

Assustando a cena
da casa em festa...
TICO leão.

De novo amável
e amigável...
TICO, meu cão.
(*) Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos – vol 34 – março de 2007 – CBJE - RJ)
Imagens da infância e outros poemas / Thelma Regina Siqueira Linhares ; il Mariana Pitanga. - Edições Bagaço, Recife, 2010. ISBN 978-85-373-0784-7



CONTRA FATO NÃO HÁ ARGUMENTO 
Thelma Regina Siqueira Linhares 
Geladeira aberta para limpeza 
Não dei bobeira 
Devagarzinho 
Meto o focinho 
E a patinha 

Faço a festa com pedaços de galinha 
Afinal, são meus! 
www.usinadeletras.com.br 17/11/2008




MON PETIT CHIEN 
Thelma Regina Siqueira Linhares 
Nasceu Gugu 
e assim chegou para nós. 
Bebê, ainda, 
metade do tamanho do adulto que ficou. 
Bolinha felpuda. 
Albino. 
O focinho - botãozinho marrom - 
e os olhos esverdeados 
chamavam atenção. 
Logo foi batizado: 
TICO. 
Tiquinho... 
Ser o menino de mamãe 
demorou um pouquinho 
porque, entre seus medos, 
o de caninos. 
Há uma década. 
E uma década é muito tempo prá cachorro, 
literalmente. 
Problemas de saúde já são vários... 
e uma certeza: 
Tico é 
e sempre será 
mon petit chien! 
Mon petit chien de mère... 



MEU TICO 

Thelma Regina Siqueira Linhares 



Já tão frágil 
dói tanto vê-lo 
envelhecendo rapidamente. 
Enquanto a vidinha felpuda 
querida 
vai ficando cada vez 
menos... 
Só no coração se amplia. 




APAGAR DAS LUZES? 
Thelma Regina Siqueira Linhares 
… 
Tempo 
Inexoravelmente quer 
Consumir a vida canina. 
Obrigada, amigocão! 
 


Para TICO 
Thelma Regina Siqueira Linhares 
Tem agora 
Iluminando o 
Céu canino 
Original estrela. 

Desde 01/08/2010 (23:15h)






PROPORÇÕES
Thelma Regina Siqueira Linhares

espaços ocupados 
(por pequeno ser que se agigantou nos corações)
agora vazios...

(in memoriam de TICO)



... TICO ...
Thelma Regina Siqueira Linhares

Mais de seis meses depois
similares e genéricos caninos
revivem em coração humano
o amado original.

(Recife, 18/02/1011)


Tico no orkut

Tico e seu brinquedo preferido
Tico em seu esconderijo
Tico passeando no campo
Tico passeando na praia























Tico festeiro: Copa do Mundo 

Tico festeiro: Natal

Tico festeiro: amigo secreto
Tico festeiro: Natal

Tico em família:



quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

sobre o livro A ÁRVORE, de Bartolomeu Campos de Queirós e oitizeiros

A árvore / Bartolomeu Campos de Queirós ; il Mario Cafiero.
Edições Paulinas. - São Paulo, 2010. ISBN: 978-85-3562-703-9

Foi no trabalho, no PMBFL-Programa Manuel Bandeira de Formação de Leitores que tive o primeiro contato com o livro A árvore, de Bartolomeu Campos de Queirós. Naquela leitura, à medida que o texto era lido fui identificando, também, a minha árvore: um oitizeiro, um pé de oiti que por décadas encantou meus olhos e coração e que, em breve, seria deixado porque estava em expectativas de mudança de endereço. Assim, pensei em escrever para o autor e contar-lhe das semelhanças que fui percebendo entre as duas árvores e os sentimentos, mas, o deixa pra amanhã... e o tempo veloz, encontraram-se no encantamento do poeta, em janeiro de 2012.

Bartolomeu Campos de Queirós 

Alguns sites sobre Bartolomeu Campos de Queirós:
http://rascunho.gazetadopovo.com.br/bartolomeu-campos-de-queiros/

http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_lit/index.cfm?fuseaction=biografias_texto&cd_verbete=5810

https://editora.cosacnaify.com.br/Autor/1310/Bartolomeu-Campos-de-Queir%C3%B3s.aspx

O pé de oiti ou oitizeiro, por mais de 4 décadas, visto da sala do apartamento no Espinheiro:



  


Explosão em amarelo 
Thelma Regina Siqueira Linhares 
Nas ruas do Espinheiro 
de janeiro a março 
cores... cheiros... sustos 
dos oitizeiros centenários. 

(Recife, 01/02/2011)


Filhotes do oitizeiro plantados em diferentes locais.
no Recife / PE
em Olinda / PE
em Gravatá / PE
No novo endereço, um pezinho de oiti vem crescendo... em jarro.